quinta-feira, maio 06, 2004

O BEIRA-MAR EM ACÇÃO
Não começou nada bem a estreia naquele que poderá vir a ser o nosso lar, doce lar. Para já, o sabor amargo teima em não passar no nosso paladar beiramarense. Bem vistas as coisas, provavelmente andámos enganados sobre as reais ambições do nosso Beira-Mar. A manutenção ainda é o nosso principal objectivo. Sonhar com um lugar de acesso nas competições europeias ainda não nos é permitido.
Mas, vamos a factos concretos. A novela que se desenrolou sobre a ida definitiva do meu clube para o SEU estádio envolveu, no mínimo, pormenores algo caricatos. Pormenores que tiveram como único prejudicado o próprio clube. E aqui convém abrir um breve parênteses para referir, ou se me permitirem para chamar a atenção, que a actual bandeira de Aveiro e da própria região Centro é, indiscutivelmente, o Beira-Mar. E muita sorte deve ter a região em que só um clube lhe pode dar tanta projecção como o Beira-Mar, de facto, pode. Julgo, na minha modesta opinião, que o Beira-Mar não está a ser aproveitado da melhor maneira. Existe algo, que muitos sabem mas ninguém o diz, ou assume, que impede uma maior projecção tanto do Beira-Mar como de Aveiro.
Certo, certo meus amigos é que um dia, que prevejo não muito distante, este assunto, que envolveu a deslocação do clube para o novo estádio, irá ser esclarecida junto da opinião pública. E então, ai sim, saberemos a quem pedir justificações.
O recente Beira-Mar vs Gil Vicente teve lugar nesta novela. O Beira-Mar não é o mesmo do início da época. Aquela equipa que surpreendeu tudo e todos com vitórias em Braga, Luz e Coimbra não é o mesmo que se viu na segunda-feira. E o que se viu foi um conjunto de jogadores esforçados e com vontade, é certo, mas também com muita falta de inspiração. Jogaram mais, mas isso em nada mostrou que se tenha jogado melhor que o adversário. Tanto assim que para muitos, mas tristemente o confesso, também para mim o empate afinal acaba por ser… justo! Reclame-se paz, serenidade e respeito. Isso sim. Alguém está a falhar, não respeitando o Sport Clube Beira-Mar, com já 81 anos de história.
Devemos, contudo e em abono da justiça e da verdade, reconhecer que não devemos pedir mais a um clube que, em termos de orçamento é dos mais baixos desta exigente SuperLiga. Afinal, aquilo que se exige é que para o campeonato do próximo ano o Beira-Mar volte a participar no escalão principal. E esse desiderato está praticamente assegurado. O resto, que será sempre por acréscimo, virá com a humildade, o trabalho, a dedicação, o empenho e o suor. Mas também nós, simples sócios e adeptos, temos o dever de estar à altura desta grande e dignificante instituição.


O QUE MAIS GOSTEI
O empate em casa frente ao Gil Vicente e em dia de inauguração da própria casa não é, de facto, um bom resultado. Aquilo que o Beira-Mar queria era oferecer aos sócios uma vitória e relançar a equipa na perseguição do quarto lugar. A equipa técnica, liderada por António Sousa, apostou forte em virar o resultado. Primeiro saíram Filipe e Levato aos 53 minutos; depois foi Ribeiro a dar o seu lugar a Wellington, à passagem do minuto 71. Um conjunto virado para o ataque diante de uma equipa cada vez mais remetida à sua defesa. A recompensa viria à entrada para o último quarto de hora. Um golo, o do empate, que fazia renascer a esperança da conquista dos três pontos. Desde sempre que desejo ver o meu clube jogar assim: virada para o ataque pondo em sentido o adversário.


O PRÓXIMO JOGO
A próxima jornada é novamente em casa. O Marítimo é o primeiro adversário da segunda volta. A primeira derrota averbada, neste campeonato, pelos auri-negros deu-se logo na jornada inaugural precisamente no caldeirão dos Barreiros. Mas, as últimas três épocas, em encontros realizados no já saudoso velhinho Mário Duarte, mostram um Beira-Mar bem mais forte que o Marítimo. Senão repare-se: em 2000/2001, os aveirenses venceram por 2-0 (Fary, aos 32m; Gambôa, aos 56m); em 2001/2002, nova vitória pelos mesmos números (Fary, aos 37 e 44m). Na temporada transacta, na última jornada, uma feliz vitória por 1-0 (Fary, 49m) selou a manutenção.
Venha de lá esse jogo e quebremos o enguiço dos empates no novo estádio sempre pelo mesmo resultado de 1-1 (Portugal/Grécia; Beira-Mar/Ossasuna e Beira-Mar/Gil Vicente).


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