quinta-feira, maio 06, 2004

O BEIRA-MAR EM ACÇÃO
Olhar em frente

Dois jogos, duas derrotas! Este é o pecúlio de uma equipa cujos últimos resultados e exibições não deixavam antever tal quadro. Ou seja, o Beira-Mar, de um momento para o outro, como que ficou aquém das expectativas, direi eu altas, criadas à sua volta.
Vamos por partes. Comecemos pelo primeiro resultado negativo. Ao fim de cinco jornadas seguidas, a equipa aveirense reconheceu o amargo sabor da derrota. Foram 450 minutos de jogos, para a SuperLiga, sempre facturar pontos, boas exibições e elogios. Mas do mal, o menos. Valha-nos a honra de não nos termos soçobrado frente a qualquer equipa. Diante de nós estava o todo-poderoso FC Porto. Em pleno estádio das Antas.
Mesmo assim, gostei, sinceramente, daquilo que vi. Um Beira-Mar desinibido, corajoso, que procurou, acima de tudo, ser acutilante e proporcionou mais um bonito espectáculo de futebol. Tivemos azar, é certo! Repare-se que o primeiro golo azul-e-branco nasce de um pontapé de canto mal assinalado. Deveria ser pontapé de baliza a nosso favor. Dez minutos de jogo, e o nosso avançado faz auto-golo. O 2-0 aconteceu só aos 78 minutos. Mourinho, habituado a vitórias confortáveis, pula num ápice para comemorar o golo. Sinal de quê? Nervosismo, pois claro. Do outro lado estava única equipa capaz de lhe fazer frente. No final, o treinador portista voltou a ser igual a si próprio. Presunçoso, arrogante e nada humilde para com o seu opositor. Por muito bom treinador que seja, ficava-lhe bem reconhecer que o Beira-Mar, a espaços, foi muito melhor que o seu Porto. Eu estive lá, e tal como muitos outros vimos isso mesmo. Enfim, atitudes que ficam bem com quem as pratica.
Quarta-feira, voltou a festa da Taça de Portugal. Tinha, francamente, um forte pressentimento que poderíamos chegar longe nesta competição. Mas eis que no melhor pano cai a nódoa. Culpa dos jogadores e equipa técnica? Nem pensar nisso! Se me permitem, as culpas vão direitinhas para quem teve a infeliz, anormal e prejudicial ideia de realizar o "foleiro", pindérico e triste Beira-Mar-Osasuna. Muito mais que escrever sobre esse pouco conseguido Rio-Ave vs Beira-Mar, devemos, isso sim, questionar o porquê do Beira-Mar fazer o frete de estar frente à segunda-equipa-orientada-pelo-adjunto-do-Osasuna. Meus amigos, onde é que estava a cabeça dos que decidiram brincar com os aveirenses e beiramarenses. Decorreu tudo tão mal, mas tão mal mesmo que: - o Pedro Miguel Ramos disse, erradamente, duas vezes que o Beira-Mar tinha 27 pontos no campeonato; a Marisa Cruz é um flop na apresentação; o contador de anedotas usou e abusou nas asneiras com crianças nas bancadas; o Roberto Leal rebaptizou o presidente do Beira-Mar chamando-lhe de Mário Nunes; os atletas de formação do Beira-Mar deveriam desfilar no relvado e não serem colocados - qual malfeitores - isolados numa bancada; o jogo começou às 22h 10m impróprio para uma equipa profissional que Domingo ia às Antas e na quarta-feira jogava a continuidade na Taça. Para não castigar mais a organização, fico por aqui. Salvou-se neste espectáculo (?) os ultras auri-negros. Parabéns Nuno Martins. Envergonhaste a dupla de apresentadores que prestou um mau serviço ao nosso clube. Mas se a claque ganhou algum cachet (que deveria ser em dinheiro vivo, como se consta ter sido para a dupla de apresentadores) então valeu a pena apanharem tanto frio. Se nada ganharam, peço perdão do que vou escrever, mas vocês foram usados à boa maneira da escravatura.
Adiante. O importante mesmo é levantar a cabeça. Regozijar-mos por saber que a postura, a atitude e a humildade certamente irão voltar a ser apanágio deste Beira-Mar que muito honra e dignifica a população e cidade de Aveiro.



O QUE MAIS GOSTEI
Depois de duas derrotas poder-se-à pensar que se torna difícil escolher algo de positivo. Elucido desde já que não! Acompanhar o Beira-Mar é ter a certeza que coisas boas nos acontecem. Retiro do contexto destas duas viagens ao norte aquela que proporcionou voltar pela segunda vez a Vila do Conde. Ao contrário de todas as outras vezes, a deslocação operou-se em viaturas próprias. A mim coube-me a honra de viajar no carro do Nuno Martins. E o que mais me impressionou foi ter verificado que entre os elementos da claque ultra auri-negros existe uma preocupação fraternal. O telemóvel tocou variadíssimas vezes para saber se estava tudo bem, se não havia problemas na viagem, a que distância estávamos do estádio, enfim, tudo questões que se prendiam com a segurança de todos. Muito mais que ser o imprescindível 12.º jogador do clube que nos une, está o facto de entre eles existir uma união verdadeiramente familiar. Um exemplo para muitas famílias!



O PRÓXIMO JOGO
Não temos gratas recordações daquilo que foi o último Beira-Mar vs Nacional da Madeira. Um tal de Serginho marcou dois golos nesse jogo disputado no dia 22 de Setembro do ano passado e que, à passagem da quarta jornada, nos deixou apreensivos face ao futuro. Tudo correu mal nesse encontro. Até Fary foi expulso aos 84 minutos quando tudo tentamos para chegar ao golo. É tempo, pois então, de corrigir os erros desse maldito jogo e retomar, ao mesmo tempo, o caminho das vitórias que tão bem sabemos este ano. Frente a este Nacional algo irregular estou certo que o meu clube dará mais um passo em frente em direcção a uma temporada que certamente irá ficar na história do clube.

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